Archive for blog

Spread things! temporariamente de férias

o que te move pra frente?  o que dá sentido ao que você faz?

pois é, não sei bem, mas ando pensando nisso ao continuar ou não este blog, acho que anda faltando algum tempero

alguns planos na cabeça e ouvidos abertos aos poucos (porém queridos/as leitores) deste blog

agradeço qualquer sugestão ou comentário…

abraços,

Bruno

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TEDx SP – Fernanda Viégas

3 razões pelas quais a Fernanda Viégas é um dos meus benchmarks:

1 – tornar coisas difíceis, fáceis de explicar

2 – misturar temas de meu interesse como linguagem, mídia social e jornalismo em obras-primas de design

3 – ela é linda!

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A década pelo olhar de crianças de 9 anos

quais são seus ídolos, o que é terrorismo, quem é Barack Obama, o que é Napster, você já ouviu o barulhinho do modem?

pergunte isso a crianças de 9 anos e tenha uma visão da galerinha que nasceu em 2000 (sim, te envelheci alguns bons anos 🙂

dica UoD

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Post Secret

curta do Post Secret, de chorar de lindo…

essa semana uma das melhores semanas do Post Secret ever… deve ser o espírito natalino

façam um favor e visitem o site oficial

http://postsecret.blogspot.com/

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Phoenix – 1901

uma das minhas bandas favoritas, com uma das minhas canções favoritas, semi-acústico no cartão postal parisiense. Estará na minha lista de final de ano 🙂

dica do Tas

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TEDx SP – Osvaldo Stella

auto-irônico e ambientalmente correto, essa deveria ser a aula mestra para engenharia neste país.

(senão… la maison tombé:)

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TEDx SP – Guti Fraga

no primeiro de muitos posts sobre o TEDx SP (bato palmas para a organização!) inicio com a série com

o criador do Nós do Morro, Guti Fraga, no primeiro vídeo liberado do TEDx SP deste ano

em poucas palavras: uma avalance de pensamentos, emoção e mão-na-massa

sai da palestra emocionado, Guti esbanja sinceridade.

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Generación Y – Yoani Sánchez

reproduzo na íntegra o texto da Veja sobre a blogueira Yoani Sánchez e sua perseguição pelo governo cubano

“Eu achei que não sairia viva”

Quem vê a cubana Yoani Sánchez, blogueira conhecida por driblar a censura, automaticamente se contrai só de pensar no sofrimento a que seu corpo frágil, de apenas 49 quilos, foi submetido enquanto era surrada por três brutamontes dentro de um carro. Na tarde da sexta-feira 6, Yoani estava a caminho de uma quase impossível manifestação de protesto em Havana quando foi atacada por agentes da polícia política. Sofreu ameaças e espancamentos antes de ser jogada na calçada de um bairro longínquo. Yoani escreve há dois anos sobre as dificuldades de viver na ilha no blog Generación Y (www.desdecuba.
com/generaciony
) e é autora do livro De Cuba, com Carinho (Contexto). Vive sob vigilância, mas nunca havia sido fisicamente atacada. Aqui, ela descreve o ocorrido com exclusividade para VEJA e, com a habitual coragem, manda um recado ao “general” – Raúl Castro. De muletas, sequela do espancamento que a imobilizou em casa, pediu a uma amiga que levasse o relato em um pen drive até um ponto de acesso à internet para enviá-lo por e-mail.

 

Enrique de la Osa Reuters
DE MULETAS
Yoani Sánchez, em casa, depois de ser agredida: “Durante vinte minutos, nos espancaram
sem parar”

“Não era uma sexta-feira qualquer. As comemorações do vigésimo aniversário da queda do Muro de Berlim se aproximavam e um grupo de jovens artistas cubanos planejava uma passeata contra a violência naquele dia. A tarde era cinza em uma cidade onde quase sempre brilha um sol inclemente, que nos faz caminhar colados às paredes para nos beneficiarmos da sombra. Estavam comigo Claudia Cadelo e Orlando Luís Pardo, dois autores de blogs que recebem milhares de visitas a cada semana. Enquanto andávamos, contei a eles sobre uma desconhecida que, dias antes, havia se aproximado e me perguntado: “Você não tem medo?”, em referência, claro, ao fato de que digo livremente minhas opiniões em um país onde o governo detém o monopólio da verdade. Meus amigos sorriram quando narrei a eles a resposta que dei à transeunte angustiada: “Meu maior temor é ter de viver com medo”. Não imaginava que em poucos minutos eu viveria o terror de um sequestro e enxergaria o rosto da impunidade policial em sua forma mais dura.

Eu caminhava pela Avenida dos Presidentes, em Havana, com a intenção de participar da demonstração pacifista convocada pelos jovens. À altura da Rua 29, a uns 300 metros de onde estavam os manifestantes, um carro da marca Geely, de fabricação chinesa, cor preta e placa amarela, de uso privado, parou diante de nós. Três homens em trajes civis nos mandaram entrar no automóvel. Não se identificaram nem mostraram um mandado de prisão. Eu me recusei a obedecer. Disse que, como não tinham ordem judicial, seria um sequestro. Depois de uma breve discussão, um deles chamou alguém pelo celular, pedindo orientações. Imediatamente, os três começaram a nos tratar com violência para que entrássemos no carro. Enquanto nos empurravam, os homens do automóvel negro usaram o celular outra vez e uma viatura da polícia se aproximou. Pensei que os policiais nos salvariam. Pedi ajuda a eles, explicando que estávamos sendo atacados por supostos sequestradores. Os homens que estavam à paisana então deram ordens aos policiais para levar Claudia Cadelo e outra amiga que estava conosco. Eles obedeceram e ignoraram o pedido de ajuda que eu e Orlando fazíamos. As pessoas que observavam a cena foram impedidas de prestar ajuda, com uma frase que resumia todo o pano de fundo ideológico da cena: “Não se metam. Eles são contrarrevolucionários”. Fazendo uso de toda a força física e de um evidente conhecimento de artes marciais para nos dominar, obrigaram-nos a entrar no carro. Comigo empregaram especial violência, enfiando-me de cabeça para baixo e me mantendo imobilizada com um joelho sobre o peito.

Dentro do veículo e durante cerca vinte minutos, os sequestradores nos espancararam sem parar. Frases de mau presságio saíam da boca daqueles três profissionais da intimidação: “Yoani, isso é o seu fim”, “Você não vai mais fazer palhaçadas”, ou “Acabou a brincadeira”. Achei que não sairia viva. Tentei escapar pela porta, mas não havia maçaneta para acionar. A certa altura, o carro parou. Eu já tinha perdido a noção do tempo. Do lado de fora, caía a noite. Finalmente, ambos fomos jogados em plena via pública, longe do lugar onde se realizava a passeata contra a violência.

Por causa dos golpes desferidos por esses profissionais da repressão, estou com a face esquerda inflamada. Tenho contusões na cabeça, nas pernas, nos glúteos e nos braços, além de uma forte dor na coluna, que me obriga a caminhar com muletas. Na noite de 7 de novembro, um sábado, fiz uma consulta médica, mas não quiseram redigir um exame de corpo de delito sobre os maus-tratos físicos. A médica teve de me atender na presença de um funcionário que estava ali apenas para me vigiar. Uma radiografia mostrou que não havia traumas internos, apesar dos sinais exteriores das pancadas. Recebi apenas algumas recomendações para minha recuperação.

Eu já me sinto fisicamente melhor e desde sexta-feira tenho uma ideia constante. As autoridades cubanas acabam de compreender que, para silenciar uma blogueira, não podem usar os mesmos métodos com os quais conseguiram calar tantos jornalistas. Ninguém pode despedir os impertinentes da web nem lhes prometer umas semanas na Praia de Varadero ou presenteá-los com um Lada. Muito menos podem ser cooptados com uma viagem para o Leste Europeu. Para calar um blogueiro, é preciso eliminá-lo ou intimidá-lo. Essa equação já começou a ser entendida pelo estado, pelo partido e pelo general.

link para o blog Generación Y

uma palavra: L-A-M-E-N-T-Á-V-E-L

Novembro de 2009 e ainda temos casos de repressão ao direito de liberdade de expressão como esse e o de Ai Wei Wei, artista plástico chinês que sofreu traumatismo craniano pela violência e ignorância do covarde governo chinês.

Tenho uma frase que escutei sábado no TEDxSP que não sai da minha cabeça e resume um pouco do que penso sobre esses crimes governamentais “Seus atos falam tão alto que eu não consigo escutar o que você diz!” (Van Groningen)

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A Single Blow – NHK

dando sequência aos vídeos sobre kendo, segue o lindo relato da NHK acompanhando o kendoca Naoki Eiga, campeão mundial de kendo em 2000

destaque:

lição de humildade: parte 3 quando ele treina para competir de novo com o Masahiro Myiazaki e começa a limpar o chão do dojo

dica do camarada Marcelo Tardelli

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Não é a regra e cabe a nós, não deixar que seja.

que bom se surpreender com textos assim…

“Acontece que alguns…

Exilaram a magia. Confiscaram a piada. Aprisionaram o pensamento numa gaveta pequena e fria. Na crença vil e míope de manipular o tempo, transformaram dias de inspiração pulsante, em míseras horas de noites tão insones quanto improdutivas.

Levaram embora a capacidade de surpreender. Fizeram um selo com o mantra “agregar valor” substituindo, insanamente, a graciosidade elementar por argumentos patéticos. O memorável pediu o divórcio e não deixou o novo endereço.

Por medo de apostar no incomum, elegeram a mesmice como porta-voz vitalícia das mensagens nossas de cada dia. O valor das idéias deixou de ser uma causa pela qual vale à pena lutar para virar um slogan.

Surrupiaram a inspiração e andam por aí pagando o que for necessário por algo que faça o raso parecer profundo. Proibiram a grande idéia de transitar livremente pelas cabeças de quem quer que seja, já que elas se encontram ocupadas demais em cumprir os prazos.

Burocratizaram sentimentos e intuições. Engravataram a liberdade. Censuram a vocação. Assaltaram o talento deixando o coitadinho por aí, constrangido e de calças curtas.

Prescreveram ansiolíticos para a inquietação criativa. Colocaram no pedestal a repetição, as perguntas irrelevantes, as respostas velhas e sem dentes.

Racionalizaram, endureceram, se equivocaram e não satisfeitos, elevaram a arrogância à milésima potência, causando a impotência – espero que temporária – do dom de transformar uma puta idéia em gargalhadas, diversão, lágrimas, motivação e por fim, no tão esperado, relacionamento.

Ainda assim, eu acredito. Apesar de tudo, tenho absoluta certeza da fragilidade da miopia. Afinal, temos muitos corações encantados por aí, semeando pacientemente, a possibilidade da volta do encantamento.

Que seja possível encantar, que do encantamento venha o desejo e que cada desejo se transforme em realização.”

de Flá Campos do blog Epifanias e Equívocos

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