Archive for Politics

TEDx SP – Fernanda Viégas

3 razões pelas quais a Fernanda Viégas é um dos meus benchmarks:

1 – tornar coisas difíceis, fáceis de explicar

2 – misturar temas de meu interesse como linguagem, mídia social e jornalismo em obras-primas de design

3 – ela é linda!

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na The Economist nossa política externa parece piada…

a primeira frase deste artigo da The Economist resume nossa política externa em poucas palavras…

“HOW should you deal with elected leaders who view their domestic opponents as agents of foreign powers and occasionally muse about invading their neighbours? Brazil has some experience of this question after ten years of the presidency of Hugo Chávez in Venezuela. Its answer has always been simple: hug them close. This week that approach was stretched a little further when Iran’s president, Mahmoud Ahmadinejad, was received in Brasília on a state (…)

Brazil risks overstepping the mark in its desire to be seen as an important country. Earlier this month, when Israel’s president, Shimon Peres, was in Brasília, President Lula talked about Brazil helping to solve the Israeli-Palestinian conflict. His suggestion of a football match between Brazil and a mixed team of Israelis and Palestinians is nice enough. However, Brazil has failed to settle far simpler disputes between Argentina and Uruguay, Venezuela and Colombia, and Honduras’s political rivals…”

artigo completo aqui

 

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Generación Y – Yoani Sánchez

reproduzo na íntegra o texto da Veja sobre a blogueira Yoani Sánchez e sua perseguição pelo governo cubano

“Eu achei que não sairia viva”

Quem vê a cubana Yoani Sánchez, blogueira conhecida por driblar a censura, automaticamente se contrai só de pensar no sofrimento a que seu corpo frágil, de apenas 49 quilos, foi submetido enquanto era surrada por três brutamontes dentro de um carro. Na tarde da sexta-feira 6, Yoani estava a caminho de uma quase impossível manifestação de protesto em Havana quando foi atacada por agentes da polícia política. Sofreu ameaças e espancamentos antes de ser jogada na calçada de um bairro longínquo. Yoani escreve há dois anos sobre as dificuldades de viver na ilha no blog Generación Y (www.desdecuba.
com/generaciony
) e é autora do livro De Cuba, com Carinho (Contexto). Vive sob vigilância, mas nunca havia sido fisicamente atacada. Aqui, ela descreve o ocorrido com exclusividade para VEJA e, com a habitual coragem, manda um recado ao “general” – Raúl Castro. De muletas, sequela do espancamento que a imobilizou em casa, pediu a uma amiga que levasse o relato em um pen drive até um ponto de acesso à internet para enviá-lo por e-mail.

 

Enrique de la Osa Reuters
DE MULETAS
Yoani Sánchez, em casa, depois de ser agredida: “Durante vinte minutos, nos espancaram
sem parar”

“Não era uma sexta-feira qualquer. As comemorações do vigésimo aniversário da queda do Muro de Berlim se aproximavam e um grupo de jovens artistas cubanos planejava uma passeata contra a violência naquele dia. A tarde era cinza em uma cidade onde quase sempre brilha um sol inclemente, que nos faz caminhar colados às paredes para nos beneficiarmos da sombra. Estavam comigo Claudia Cadelo e Orlando Luís Pardo, dois autores de blogs que recebem milhares de visitas a cada semana. Enquanto andávamos, contei a eles sobre uma desconhecida que, dias antes, havia se aproximado e me perguntado: “Você não tem medo?”, em referência, claro, ao fato de que digo livremente minhas opiniões em um país onde o governo detém o monopólio da verdade. Meus amigos sorriram quando narrei a eles a resposta que dei à transeunte angustiada: “Meu maior temor é ter de viver com medo”. Não imaginava que em poucos minutos eu viveria o terror de um sequestro e enxergaria o rosto da impunidade policial em sua forma mais dura.

Eu caminhava pela Avenida dos Presidentes, em Havana, com a intenção de participar da demonstração pacifista convocada pelos jovens. À altura da Rua 29, a uns 300 metros de onde estavam os manifestantes, um carro da marca Geely, de fabricação chinesa, cor preta e placa amarela, de uso privado, parou diante de nós. Três homens em trajes civis nos mandaram entrar no automóvel. Não se identificaram nem mostraram um mandado de prisão. Eu me recusei a obedecer. Disse que, como não tinham ordem judicial, seria um sequestro. Depois de uma breve discussão, um deles chamou alguém pelo celular, pedindo orientações. Imediatamente, os três começaram a nos tratar com violência para que entrássemos no carro. Enquanto nos empurravam, os homens do automóvel negro usaram o celular outra vez e uma viatura da polícia se aproximou. Pensei que os policiais nos salvariam. Pedi ajuda a eles, explicando que estávamos sendo atacados por supostos sequestradores. Os homens que estavam à paisana então deram ordens aos policiais para levar Claudia Cadelo e outra amiga que estava conosco. Eles obedeceram e ignoraram o pedido de ajuda que eu e Orlando fazíamos. As pessoas que observavam a cena foram impedidas de prestar ajuda, com uma frase que resumia todo o pano de fundo ideológico da cena: “Não se metam. Eles são contrarrevolucionários”. Fazendo uso de toda a força física e de um evidente conhecimento de artes marciais para nos dominar, obrigaram-nos a entrar no carro. Comigo empregaram especial violência, enfiando-me de cabeça para baixo e me mantendo imobilizada com um joelho sobre o peito.

Dentro do veículo e durante cerca vinte minutos, os sequestradores nos espancararam sem parar. Frases de mau presságio saíam da boca daqueles três profissionais da intimidação: “Yoani, isso é o seu fim”, “Você não vai mais fazer palhaçadas”, ou “Acabou a brincadeira”. Achei que não sairia viva. Tentei escapar pela porta, mas não havia maçaneta para acionar. A certa altura, o carro parou. Eu já tinha perdido a noção do tempo. Do lado de fora, caía a noite. Finalmente, ambos fomos jogados em plena via pública, longe do lugar onde se realizava a passeata contra a violência.

Por causa dos golpes desferidos por esses profissionais da repressão, estou com a face esquerda inflamada. Tenho contusões na cabeça, nas pernas, nos glúteos e nos braços, além de uma forte dor na coluna, que me obriga a caminhar com muletas. Na noite de 7 de novembro, um sábado, fiz uma consulta médica, mas não quiseram redigir um exame de corpo de delito sobre os maus-tratos físicos. A médica teve de me atender na presença de um funcionário que estava ali apenas para me vigiar. Uma radiografia mostrou que não havia traumas internos, apesar dos sinais exteriores das pancadas. Recebi apenas algumas recomendações para minha recuperação.

Eu já me sinto fisicamente melhor e desde sexta-feira tenho uma ideia constante. As autoridades cubanas acabam de compreender que, para silenciar uma blogueira, não podem usar os mesmos métodos com os quais conseguiram calar tantos jornalistas. Ninguém pode despedir os impertinentes da web nem lhes prometer umas semanas na Praia de Varadero ou presenteá-los com um Lada. Muito menos podem ser cooptados com uma viagem para o Leste Europeu. Para calar um blogueiro, é preciso eliminá-lo ou intimidá-lo. Essa equação já começou a ser entendida pelo estado, pelo partido e pelo general.

link para o blog Generación Y

uma palavra: L-A-M-E-N-T-Á-V-E-L

Novembro de 2009 e ainda temos casos de repressão ao direito de liberdade de expressão como esse e o de Ai Wei Wei, artista plástico chinês que sofreu traumatismo craniano pela violência e ignorância do covarde governo chinês.

Tenho uma frase que escutei sábado no TEDxSP que não sai da minha cabeça e resume um pouco do que penso sobre esses crimes governamentais “Seus atos falam tão alto que eu não consigo escutar o que você diz!” (Van Groningen)

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Marina Silva no Roda Viva

MARINA SILVA
Senadora PV/AC

Filha de nordestinos que foram colonizar a Amazônia, Marina Silva nasceu no Acre e desde cedo trabalhou como lavradora. Em Rio Branco, trabalhou como doméstica, se alfabetizou pelo Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização, criado pelo governo federal em 1967, para alfabetização de adultos) e formou-se em história aos 26 anos.

Em 1988 Marina Silva elegeu-se vereadora de Rio Branco, pelo Partido dos Trabalhadores. Em 90 foi deputada estadual e em 95 elegeu-se senadora, sendo reeleita em 2003.

Com a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marina Silva assumiu o Ministério do Meio Ambiente, onde ficou até maio do ano passado, quando deixou o cargo após atritos com outros integrantes do Governo.

No mês passado ela deixou o Partido dos Trabalhadores, onde permaneceu por quase 30 anos para se filiar ao PV.

Marina Silva é uma ambientalista premiada e reconhecida pela Organização das Nações Unidas.

site do Roda Viva

logo mais na Tv Cultura rola a entrevista com a candidata a presidência de república pelo PV, Marina Silva, imperdível

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Foo Fighters – Wheels

nova música do Foo Fighters tocando na Casa Branca na comemoração de independência americana

quem mostraria as músicas novas pro Lula no Palácio do Planalto no 7 de setembro?

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sobre imigração e subversão

resumindo a restrição das cotas para estrangeiros:

quanto mais se agrava a crise financeira, mais leis e restrições aos imigrantes e maior a tendência à xenofobia. Aumentam-se os incentivos para os imigrantes voltarem para seus países de origem para diminuir o risco de maiores problemas sociais como violência e desemprego.

Espanha, Itália, Estados Unidos, França, Japão… todos tomando medidas para enviar os cucarachos de volta…

não vou chorar as pitangas aqui, apesar de querer mandar todo mundo catar coquinho

mas… a subversão cultural é possível, como o grande Hernán Casciari escreveu no livro “España, decí alpiste”:

“Después de la crisis de 2001, una nueva camada de argentinos desembarcó en España. Fueron muchos, estaban muertos de hambre, eran profesionales de clase media y tenían un afán secreto: corromper la cultura ibérica hasta desestabilizarla.

Entre sus objetivos a corto plazo se destacaban: contaminar la gastronomia peninsular, seducir a la mujer española, ocupar postos directivos, posicionar a sus artistas, imponer sobremesas filosóficas, masificar e consumo de dulce de leche, obligar a los hinchas de fútbol a entonar cantitos con argumento, educar al carnicero en el corte paralelo al nervio, dar protagonismo a sus actores en la tele y, sobre todo, invadir las guarderías españolas de chicos con apellidos terminados con la letra ‘i’ ”

leia aqui a reportagem da The Economist que me inspirou

e clique na figura para saber mais sobre o livro citado… (indicadíssimo para qualquer pretendente a imigrante 🙂

[España+decí+alpiste.jpg.jpg]

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Still a lot to learn – The Economist

“Still a lot to learn”… esse é o título da triste reportagem de hoje da The Economist que dá um panorama geral da educação brasileira

estranho notar que nossa moral lá fora nunca esteve tão alta economically speaking  menos no que dá sentido a toda essa marolinha de desarollo tupiniquim, os fundamentos, educação de base, gente habilitada pra tocar tudo isso e cresce, melhorar…

e fica ainda mais pesado quando a reportagem mostra nosso péssimo boletim escolar desde que éramos colônia lusitana até hoje, quando se tornou cool publicar vídeos de adolescentes brigando em salas de aula

com quantas letras se escreve educação?

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TEDx Brasil

tedx_logo_top

houve uma época em que quis muito viver em 1969, ver o homem chegar na lua, o Hendrix no Woodstock, o movimento cultural e político da época, mas NÃO! já era! não dá pra viver de passado

é 2009 (apesar de tudo às vezes parecer tão 90’s…) e no meu atual movimento de desapego (um pouco dele aqui) aproveito pra empacotar meus pré-conceitos de alguns movimentos tecnológicos, do poder das massas de usar a internet com um pouco de intelligentsia pra divulgar a todo pulmão um movimento que apoio e quero fazer parte

o TEDx, um filhote open-source do TED (Technology, Entertainment and Design), que pra quem ainda não conhece (mais uma auto-referência, clique aqui) são palestras de pessoas de renome de inúmeras áreas do conhecimento que são gravadas na Califórnia e divulgadas pela internet, simples, direto e dentro de 18 minutos

o filhote open-source é descrito assim:

“In the spirit of “Ideas Worth Spreading,” TEDx is a program that enables schools, businesses, libraries or just groups of friends to enjoy a TED-like experience through events they themselves organize, design and host.”

os projetos já estão rolando e São Paulo estamos nos mexendo aqui

meus pitacos pro line-up:

1- Raquel Recuero (expert em redes sociais)

2- Marcelo Tas (comunicador, jornalista, multimídia)

3- Tiago Dória (blogueiro e trendspotter do jornalismo)

4- Fernanda Viégas (expert em visualização de dados)

5- Vik Muniz (mesmo ele já tendo participado do TED US, o cara é bom!)

6- os criadores da Endossa (loja colaborativa, idéia tupiniquim com orgulho)

e vocês? quem querem ver?

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Posse do Mr Obama

quer ler o discurso completo em inglês? clique aqui

quer ver o discurso?

Obama é notícia onipresente, eis um pequeno recorte dos jornais que acompanho:

Economist

obamaelpaisobamaeneobamaftobamalemondeobamafolha

espero que a máxima do Nelson Rodrigues “todo unanimidade é burra” tenha Obama como exceção… god bless you!

ps:

o cara por trás do discurso

o cara por trás do discurso

este geek acima se chama Jon Favreau e é o guru dos discursos do Obama, tem 26 anos e revisa dia e noite as palavras que sairão da boca do Mr President

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Bush Bye Bite Party

precisa falar mais alguma coisa?

precisa falar mais alguma coisa?

é a internet unindo as pessoas!

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